2.1 Fontes de dados
epidemiológicos. Métodos de recolha de dados epidemiológicos.
Técnicas de amostragem em estudos epidemiológicos. Tamanhos
de amostra. Utilização do manual de campo do Australian Bureau
of Animal Health (1982) e dos programas WINEpiscope e VETSERV
Os estudos epidemiológicos são de duas categorias:
DESCRITIVOS
Sem comparação
entre grupos. Fazem a descrição dos fenómenos observados
(não há controlo na alocação dos animais nos
grupos)
ANALÍTICOS
Com comparação
entre dois ou mais grupos. Fazem estudos de hipóteses (há
controlo na alocação dos animais nos grupos.
Podem ser:
Observacionais :Prospecções,
estudos de casos
Experimentais: Ensaios clínicos
Características dos
vários tipos de estudos epidemiológicos.
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| Descritivo
Relatórios de casos |
Fácil |
Muito fraco |
Muito baixo |
Fraca a elevada |
| Analitico
Observacional Transversal Controlo de casos Estudo de grupo Experimental
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Moderado
Difícil Difícil |
Moderado
Muito forte Muito forte |
Baixo
Elevado
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Moderado
Muito elevado
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Estudos descritivos
O objectivo primário dos estudos descritivos é registar eventos e observações. Eles não devem ser utilizados para explicar relações de causa/efeito ou para explicar a eficácia de tratamentos. Não há grupo de controlo e portanto não há comparação i. e não há estudo analítico e por isso não se podem fazer inferências. O seu valor pode ser grande quando constitui a base para o levantamento de hipóteses a serem investigadas em estudos analíticos.
Estudos descritivos e critérios para avaliação
Tipo de estudo Características principais Critérios a considerar
Relatório de casos
Geralmente descrevem uma situação
rara ou uma manifestação não comum de uma situação
mais comum
Restrições:
Os investigadores restringem-se
à descrição dos eventos e evitam inferências?
Procedimentos:
São os procedimentos
de diagnóstico e terapeutica fáceis de levar a cabo?
Series de casos Descreve uma
série de casos com o objecivo de familiarizar o leitor com as manifestações
da condição ou doença. População:
São os casos similares
aos que aparecem na prática?
Resultados:
Foram medidos?
Existem dados que premitem
acompanhar a maioria dos animais que entraram no estudo?
Prospecções
Determinam a frequência
de ocorrência de doença na população.
População:
A amostra é quantitativa
e qualitativamente representativa da população?
Método de amostragem:
O método de amostragem
usado garantiu a imparcialidade ?
Fontes de dados epidemiológicos
A colheita de dados é a etape mais difícil e crítica de qualquer estudo epidemiológico. A qualidade da análise está dependente da qualidade dos dados obtidos.
Tipos de dados:
Observacionais (qualitativos, sem ideia preconcebida de causa).
Interpretativos (quantitativos, interpretação de sindromes, reacções a testes ou detecção de agentes patogénicos). Exige standardização de definições critérios e métodos de diagnóstico, muitas vezes determinados pela conviniència da fonte e meios disponíveis.
Fontes de dados epidemiológicos
A colheita de dados pode ser feita de forma activa ou passiva atravéz do uso de fontes de dados existentes:
Fontes passivas: Matadouros, Laboratórios, Relatórios, Registos da UP
Matadouros
Vantagens: Baixo custo. Para doenças que causam poucos ou nenhuns sinais ante morten. Parasitismo interno, doenças crónicas, tumores, deficiências, toxicidades e portadores.
Desvantagens: Animais que são enviados a matadouro não são representativos da população. Reprodutores e jovens? Dificuldades em referir os animais à sua origem.
Laboratórios de diagnóstico
Vantagens: Os dados estão disponíveis. Não há custos adicionais.
Desvantagens: Valor limitado não representativo da população. Muitas condições principalmente aquelas em que o diagnóstico clínico é suficiente não aparecem no laboratório.
Relatórios de campo
Vantagens: Detenção de alterações rápidas na prevalência e presença de doenças exóticas e epidémicas.
Desvantagens: Requer sistema premanente e standardização.
Registos das/nas empresas.
Vantagens: premite estudo da relação entre doença e sistemas de produção.
Desvantagens: população é pequena não representativa. Só empresas/criadores desenvolvidos.
Fontes activas
Manadas sentinela
Medições regulares de ocorrência de doença, nutrição, maneio e produtividade.
Vantagens: Medição em condições de produção real, atenção para problemas importantes, possibilidade de fazer investigação detalhada depois de identificação de problemas. Baixo custo e economia de tempo.
Desvantagens: Manutenção
de retonas de colheita de dados.
Estudos prospectivos
Servem para estudar a associação
entre determinantes (grupos de indivíduos com determinante presente/ausente
ou com frequência de ocorrência variável)
O método é semelhante
ao usado em experiências controladas i.e pressupõe algum controle
na distribuição do determinante a ser estudado.
- Animais seleccionados são
metidos em dois grupos. Animais em ambos os grupos são da mesma
idade/raça/sexo e da mesma origem.
- Determinante é introduzido
num dos grupos
-Observação
durante algum tempo.
-Frequência da doença
registada e comparada.
ou
-Animais são seleccionados
com base na exposição ao determinante
-Observação
durante algum tempo. Frequência da doença registada e comparada.
Não há controle na distribuição do determinante
a ser estudado.
Limitações: Se a incidência é pequena o tamanho dos grupos tem de ser grande. Bom para estudar factores com alta incidência.
Estudo retrospectivo
Comparação da
frequência de determinante em grupos doente e não doente.
Consiste em olhar para trás
nos registos de doença e verificar a presença ou ausência
de um determinante. Os grupos são comparados e a frequência
de ocorrência do determinante nos dois grupos registado.
Vantagens: Uso de dados existentes
(rápido barato)
Animais doentes estão
identificados. Util na investigação de doenças de
baixa incidência.
Desvantagem: Controlo sobre
a qualidade dos dados originais. Não é possível saber
a frequência de ocorrência do determinante nos indivíduos
não doentes da população. Por vezes não existem
dados.
Prospecções
Tem lugar num determinado momento (período curto) e é utilizado para detectar doenças, estimar a prevalência e estudar o efeito da presença de determinante na prevalência.
Censo: envolve toda a população. Algumas vezes dados obtidos por censo estão disponíveis para descrever eventos numa população. Não é necessário obter uma amostra e portanto nenhuma informação é perdida o que pode ocorrer se tivermos que estudar apenas uma parte da população (amostra).
Amostragem: Envolve
parte representativa da população. Frequentemente os dados
pertencentes a uma parte da população podem estar disponíveis
e esta parte pode ou pode não ter sido seleccionado atravéz
de métodos de amostragem formal. Por exemplo dados sobre focos de
doença ou dados recolhidos por rotina no hospital veterinário
podem ser vistos como sendo uma amostra da população embora
não tenha havido amostragem formal.
Há duas razões
porque se deve obter uma amostra planeada (amostragem formal) da população:
a) A primeira razão
é a de poder descrever as características (frequencia
e/ou distribuição da doença ou dos níveis de
produção) da população. Ex. Amostra de vacas
para estimar a quantidade de mastite subclínica ou uma amostra para
estudar a precentagem de cães vacinados contra a raiva. O processamento
e apresentação de informação obtida de prospecções
planeadas, dados colhidos por rotina ou de um foco de doença é
parte da epidemiologia descritiva.
b) A segunda razão
porque se deve obter uma amostra planeada é a de poder testar hipóteses
(e estudar possíveis associações) entre eventos e
ou factores na população. Ex. Amostra para estudar a associação
entre o tipo de equipamento de mugição e métodos de
mugição e o nível de mastite na manada de vacas leiteiras
ou um estudo destinado a testar a hipótese de susceptibilidade de
uma determinada raça ex. cabrito booer a riquetsiose. Estes
estudos são estudos analíticos e o processo de processamento,
análise e interpretação da informação
é chamado de epidemiologia analítica.
Independentemento do tipo
de estudo a forma como as unidades da amostra são obtidas (método
de amostragem) vão determinar a precisão e natureza das extrapolações
da amostra para a população.
E um método mais barato
e mais simples ?!!. Possibilita melhor control na qualidade dos dados.
Significado para a população
depende do método de amostragem sensibilidade e especificidade dos
testes.
Utilizados fundamentalmente
no estudo de prevalência.
Vantagens:Fonte muito útil de dados talvez o unico prático para os países em desenvolvimento. Economia de custo e tempo, rigor na colheita e na supervisão e adaptabilidade a um grande número de situações e objectivos.
Desvantagens: O desenho do estudo é técnica complexa que exige conhecimento da estrutura da população, técnicas de amostragem apropriadas e métodos de diagnóstico adequados.
Métodos de amostragem
Ao iniciar a procura do método
de amostragem (estratégia de amostragem) é necessário:
a) Estabelecer os objectivos
clara e concisamente. E sempre melhor simplifica-los limitando o seu número.
b) Ter bem clara a população
para a qual se pretende extrapolar os resultados obtidos.
c) Ter presente o tipo e quantidade
de dados a serem colhidos. Defenições explicitas sobre os
resultados a serem obtidos tem que ser consideradas. Se estamos a estudar
metrite esta doença deve ser bem definida (aumenta a validade científica
e premite comparações com outros estudos já feitos).
d) Porque os resultados de
uma amostra estão sujeitos a uma certa incertidão devido
a variações na amostragem é importante considerar
que precisão (quantitativamente) devem as respostas ter. Quanto
maior for a precisão maior tem que ser a amostra.
e) Antes de seleccionar a
amostra a população tem que ser dividida em unidades de amostra.
O tamanho da unidade de amostra pode variar desde o indivíduo até
um agregado de indivíduos como ninhadas ou manadas. Por razões
práticas embora muitas vezes a undade de amostra seja o indivíduo
agregados de indivíduos são usados na unidade de amostra
inicial. Ex. se desejamos saber a prevalência de anticorpos contra
brucela no gado bovino (a unidade de interesse) a unidade de amostra inicial
pode ser a manada. Noutras circusnstancias para estimar a quantidade de
células no leite em manadas de leite a unidade de interesse é
a manada e pode ser também a unidade de amostra.
f) Finalmente antes de avançar
com o estudo é importante testar todos os procedimentos a serem
usados de forma a detectar a s deficiências no desenho do estudo.
Isto pode incluir a selecção da amostra, clareza dos questionários
e aceitabilidade e qualidade dos testes de diagnóstico. Deve ser
usado para avaliar se os dados obtidos são apropriados para responder
aos objectivos originais.
Para ter uma visão prática dos diferentes métodos de amostragem suponhamos que o investigador deseja estimar a proporção de vacas adultas (de carne e leite) numa area geográfica grande que tenham anticorpos para uma determinada doença. A unidade de interesse é a vaca e a verdadeira mas desconhecida precentagem de vacas positivas na população é o parametro a ser estimado. N é o número de vacas na população e n o número de vacas na amostra.
Amostragem não aleatória (nonprobability sampling)
Grupo de métodos que
não se baseiam em metodos de amostragem aleatória para identificar
as unidades a serem incluidas na amostra. Isto inclui:
a) Amostragem selectiva onde
a selecção é feita pelo investigador.
b) Amostragem por conviniência
que depende da facilidade de obtenção da unidade da amostra.
c) Amostragem dirigida é
baseada no conhecimento prévio da exposição á
doença.
A amostragem selectiva ou
por conviniência produz normalmente resultados viciados embora algumas
pessoas pensem que podem seleccionar amostras representativas. Estes dois
métodos não devem ser usados nas prospecções
sobre doenças.
A amostragem dirigida é
frequentemente usada para seleccionar unidades para estudos observacionais
analíticos mas é inadequado para obter dados com o objectivo
de calcular parametros da população.
No nosso exemplo seria
seleccionar vacas de manadas que o investigador pensa que são representativas
ou a selecção de manadas pertencentes a criadores que no
passado tenham revelado serem cooperativos ou que estão próximos.
Amostragem aleatória (probability sampling).
A amostragem é feita sem substituição, portanto um indivíduo pode ser escolhido apenas uma vez. A amostragem aleatória formal é absolutamente necessária para que o investigador possa calcular a precisão do valor estimado na amostra que é medido pelo erro padrão da média. Também permite que a amostra seja representativa da população que está a ser investigada.
1. Amostragem aleatória simples.(AA)
Selecção de proporção
(percentagem) da população atravéz de processo formal
aleatório i.e números em papeis ou números ao
acaso de uma tabela.
Mais difícil de usar
no campo que a amostragem sistemática. No nosso exemplo suponhamos
que temos que seleccionar 10% das vacas para detecção da
doença X. Esta selecção teria que ser feita com uma
tabela de números aleatórios (n números entre 1 e
N) representando por exemplo a identificação dos animais
ou a ordem de passagem dos animais pelo corredor. No campo termos que referir
a uma lista de números ou perder a contagem torna este método
pouco prático.
2. Amostragem sistemática.(AS)
As unidades da amostra (n)
são selecccionadas a intervalos regulares. (Ex. cada 5ª UP
cada 6ª gaiola ou cada 10º animal i.e k=5, 6 10). Se n (amostra)
é fixado no princípio k=N/n (integral mais próximo).
Se k é fixado inicialmente então n variará com N.
O ponto de partida é estabelecido ao acaso. A AS é mais simples
que a AA. Permite amostragens em populações cujo tamanho
exacto não é conhecido o que é impossivel na AA. A
amostragem sitemática é usada para estudar eventos como nascimentos
ou mortes cujo número total não é conhecido antes
do estudo começar, ou estudos nos matadouros ou tanques carracicidas
onde a população pode não ser conhecida no início.
Estas características tornam este método prático.
Há no entanto 2 possíveis desvantagens: (i) característica
em estudo pode estar relacionada com o intervalo, (ii) pode haver dificuldade
em quantificar a variabilidade do resultado (na prática usam-se
os métodos para amostragem aleatória simples). Ex. Amostragem
de suinos no matadouso no mesmo dia da semana pode não representar
a população de suinos abatida no referido matadouro.
Se N/k não é
um integral pode haver um certo viciamento da amostra porque alguns animais
terão mais impacto na média do que outros. Isto não
constitui um problema se N é grande e k é pequeno em relação
a N. Para prevenir este problema selecciona-se o k e procura-se um número
ao acaso (RN) entre 1 e N. Divide-se RN por k e verifica-se o que fica
(resto da divisão). Este resultado identifica o ponto de inicio
entre 1 e k (i.e um resultado de 0 indica que é o k indivíduo
e o resultado de 2 o segundo indivíduo etc.).
No nosso exemplo se tivessemos
100 vacas (N) e fosse necessário seleccionar 10 (n) Teriamos k=
N/n i.e k=10. Se R=6 então o 6o o 16o o 26o e assim por diante.
3. Amostragem estratificada.(AE)
Antes da selecção
a população a seleccionar é dividida em estratos baseado
em factores passíveis de influenciar a característica em
estudo (ex. prevalência de anticorpos). A seguir uma amostragem simples
ou sistemática é obtida de cada estrato.
E mais flexível que
AE porque são seleccionadas precentagens diferentes nos diferentes
estratos. A precisão na estimativa da amostra pode ser aumentada
porque só a variação no estrato contribui para a variação
da média (erro padrão) numa amostra estratificada. Numa AA
a variação dentro do estrato e entre os estratos está
presente. Na AA a variabilidade da prevalência tem componentes relacionados
com as variações dentro da manada e entre manadas ao passo
que na AE a variabilidade da prevalência tem componentes apenas de
dentro da manada. Portanto a variabilidade tem que ser menor (veja-se o
gráfico a seguir.
O número de factores
usados para estratificação devem ser limitados áqueles
que possam ter um impacto considerável na característica
em estudo. Ex. as vacas leiteiras têm maior probabilidade de
ter brucelose que as vacas de corte criadas em regime extensivo.
A estimativa da média na população é mais correcta
se forem considerados os dois estratos baseado no tipo de vaca . Da mesma
forma se 60% da população (N) é composta por vacas
leiteiras, 60% da amostra (n) deve ser composta de vacas leiteiras. Isto
é chamado de peso proporcional.
Ex. Suponha que pretende obter
amostras de 58 ovinos de uma população de 7800 constituidos
em 4 categorias
| Classe | No. rebanho | No. amostrado |
| Ovelhas | 3000 | 58*3000/7800=23 |
| Borregas | 800 | = 6 |
| Borregos | 2500 | = 19 |
| Cordeiros/as | 1500 | = 12 |
| Total | 7800 | = 60 |
Grupos de indivíduos
existem naturalmente (ninhadas, rebanhos manadas etc.).
Os grupos podem ser
seleccionados atravéz de métodos AE,AS ou AE e depois
todos os indivíduos do grupo são testados.
Algumas vezes o grupo é
a unidade de interesse e portanto não é considerado da mesma
forma. Como exemplo temos o caso de pertendermos identificar manadas infectadas
com brucelose.
No caso da brucelose uma amostra
por grupos poderia ser obtida fazendo uma amostragem simples aleatória
de todas as manadas (U.P) da população e testar todas as
vacas nas manadas selecccionadas. (U.P)
5. Amostragem por etapes. (AET)
Semelhante a AG mas amostragem tem lugar em todos os estádios i.e primeiro as unidades primárias ex. manadas e depois dentro da manada os animais (unidades secundárias). A diferença com a amostragem por grupos está relacionada com o facto de que há sub-amostragem dentro do grupo seleccionado.
A principal desvantagem deste método e do anterior é de que possivelmente mais animais são necessários na amostra para obter a mesma precisão que seria obtida numa amostragem aleatória simples.
No. de empresas existentes
M= 120
No. de animais na população
N= 8000
No. de animais a seleccionar
n= 800
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| 1 | 62 | 1-62 |
| 2 | 48 | 63-110 |
| 3 | 74 | 111-184 |
| 4 | 36 | 185-220 |
| . | . | . |
| . | . | . |
| 119 | 42 | 7900-7941 |
| 120 | 59 | 7942-8000 |
Suponha que o número de unidades primárias a (UP) a seleccionar é de n1= 40 e que o número de unidades secundárias (animais) é de n2=20. Então n= n1 x n2.
Se o no. de animais em cada
empresa for desconhecido pode-se tirar uma amostra simples ou sistemática
aleatória de 40 empresas e aleatóriamente seleccionar uma
amostra (%) fixa de animais = Mn/mN i.e = 30% de animais em cada empresa
a testar. Quando o No. de animais em cada empresa/manada é conhecido
o melhor é seleccionar as unidades primárias com probabilidade
proporcional ao seu tamanho e depois seleccionar um No. fixo de animais
de cada manada. Neste exemplo selecciona-se 1o. 40 Nos. entre 1 e 8000.
Cada No. identifica uma manada/empresa de acordo com a coluna dos totais.
Seguidamente 20 animais podem ser seleccionados de cada manada. Se uma
empresa for seleccionada uma segunda vez deixa-se e selecciona-se outra.
Se há menos de 20 animais numa manada então todos devem
ser incluidos.
Uma modificação
deste método para assegurar que cada empresa/manada seja seleccionada
apenas uma vez é usar-se um método aleatório sistemático.
Por ex. o intervalo k=N/n1 i.e 8000/40 = 200. Um número é
escolhido ao acaso dentro do intervalo 1 - k (ex. 151). Os restantes 39
números com intervalo k=200 ie 351, 551 etc. vão identificar
as restantes empresas/manadas a incluir na amostra. Este processo faz com
que se seleccione uma empresa/manada só uma vez desde que o intervalo
k seja superior ao número de animais na maior empresa/manada.