1.2  Doença. Factores determinantes na ocorrência de doença. Determinantes intrinsecos e extrinsecos. Formas de transmissão e manutenção da infecção.(C) (1) 2T + 2P

Introdução
Doença:. A doença ocorre quando há perturbação funcional dos processos fisiológicos a nível celular (unidades básicas do corpo). Isto ocorre quando o indivíduo ou população são expostos a condições ambientais desfavoráveis, a agentes e/ou a factores genéticos que levam a essas alterações.
A alteração dos processos fisiológicos é exteriorizada em sintomas e/ou sinais de doença.

Sintomas são os efeitos das alterações fisiológicas que são detectáveis somente pelo próprio indivíduo (dor, vertigem, nausea). São os sinais  discritos pelos homens. Os sinais (clínicos) são os efeitos das alterações fisiológicas que podem ser observadas ou medidas por outros indivíduos (ex. veterinários). São exemplos a febre, inapetência, o vómito, alteração da locomoção etc. Outros sinais são mais obscuros e podem necessitar de instrumentos sofisticados (alterações dos valores bioquímicos) ou períodos de observação longos (ex. fertilidade baixa, perda de peso, perda de pelo).

Quando o indivíduo é exposto a um agente pode ser que haja doença. Para que isso aconteça: (i) O agente deve estar presente numa concentração suficiente e durante um tempo determinado.(ii) deve harver interacção com outros factores que contribuem (genétios e/ou ambientais) para aumentar a capacidade do agente (maior dose ou maior contacto) de causar doença ou de diminuir a resistência do hospedeiro (malnutrição, stress, consan-guinidade).

O período de incubação é relativamente constante para cada agente e é o tempo que decorre desde a exposição até apracerem os sinais clínicos. O  período latente é o período que decorre desde a exposição até ao momento que o processo patológico é detectável. É também um termo usado (como sinónimo de período de incubação) para agentes fisico-quimicos como radiação, substâncias tóxicas etc.
Saúde e doençasão termos relativos. A doença pode afectar os animais de uma forma clínica onde há um estado de disfunção do corpo detectável por um ou mais orgãos dos sentidos da pessoa, ou subclínica onde a anormalidade anatómica e/ou funcional só pode ser detectada por testes de laboratório selectivos e outros meios de diagnóstico auxiliares.
Embora a doença subclínica possa ser menos séria para o indivíduo qua a doença clínica pode ser mais importante para a população por causa da sua frequência. Regra geral o número de animais subclinicamente doentes é muito maior do que o número dos animais clinicamente doentes. Neste contexto é necessário estabelecer a diferença entre doença e infecção. Pode haver infecção sem doença e os animais podem parecer saudáveis. Mas, um animal saudável é um animal que não está clinica ou subclinicamente doente!
Infecção pode ser defenida como invasão do hospedeiro por outro organismo e Doença  como alteração das funções do corpo do hospedeiro ou de suas partes.

O hospedeiro é uma planta ou um animal ou ainda um artrópode que é capaz de ser infectado pelo agente infeccioso onde geralmente ocorre a replicação ou desenvolvimento.

A interacção hospedeiro/agente  pode se expressa de outras formas do ponto de vista epidemiológico do hospedeiro.Hospedeiro definitivo é um termo parasitológico que identifica um hospedeiro onde o organismo atinge e efectua a sua fase sexual de reprodução (ex. Taenia pisiformis  em cães ou plasmodium sp. em mosquitos). Hospedeiro final é um termo usado de uma forma mais geral (em relação a todos tipos de agentes infecciosos) como sinónimo de hospedeiro definitivo i.e onde o processo dinamico termina.Hospedeiro primário ou natural ou de manutenção. E aquele que mantém o agente por longo tempo. Ex. cão e virus da esgana.Hospedeiro secundário  é o indivíduo(s) da espécie que está em adição envolvido com o agente, especialmente fora da sua area endémica (ex. gado infectado com VFA que circula nos búfalos podendo actuar com hospedeiro de manutenção). Hospedeiro paraténico. Termo usado em parasitologia. É o hospedeiro no qual um agente é transferido mecanicamente por ingestão de outro hospedeiro contendo o agente (ex. larva de Diphyllobotrium spp. em peixes que são ingeridos por outros peixes.Hospedeiro intermediário. Termo parasitológico. Animal  onde o agente tem algum desenvolvimento, frequentemente com reprodução assexsuada (Cysticercus pisiformis em coelhos).Hospedeiro amplificador. E um animal onde o agente se multiplica ou que pelo facto de multiplica-se aumenta repentinamente o número de agestes infecciosos. E usado no caso dos vírus (facocéros com menos de 11 dias infectados com vírus da PSA).Hospedeiro hibernante.  É um animal onde o agente se mantém provávelmente sem replicação (Cowdria ruminantium em galinhas do mato e em cágados).Hospedeiro acidental. O que geralmente não transmite o agente a outros animais.Hospedeiro de ligação. Hospedeiro que faz a ligação entre 2 espécies de hospedeiros na transmissão do agente.

A maioria das populações têm indivíduos saudáveis, doentes clinica e subclinicamente. Em Medicina Veterinária a produtividade é usada como medida de saúde. Neste contexto e apesar da doença poder limitar a produtividade pode não ser o factor limitante mais importante , outros factores (maneio, instalações, alimentação inadequada) pode ter maior impacto na produção em muitos casos.

A doença não ocorre ao acaso na população. A forma como a doença ocorre é predictível porque existem determinantes ou factores que interferem e que aumentam o risco de doença mais num grupo de animais do que no outro.

A perturbação da relação entre o hospedeiro, agente e ambiente com o desenvolvimento do estímulo da doença pode ocorrer quando:

1. O agente torna-se virulento, é aplicado em grandes doses, ou aumentou o contacto com o hospedeiro.
2. A resistência do hospedeiro foi diminuida por causa de malnutrição, exposição, stress, factores genéticos  (consanguinidade)
3. O ambiente pode contribuir para a invasão do hospedeiro pelo agente ou pelo vector (ex. chuvas e parasitismo, inundações e pieira (foot rot) ou a rotura da resistência do hospedeiro (Dermatofilose, superpopulação)

 Determinantes

O determinante é um  factor ou variável que pode afectar a frequência, distribuição e severidade com que a doença ocorre na população.

Os determinantes sãovariáveis independentes (factores de risco). O efeito medido quer pela produtividade quer pela ocorrência de doença é a variável dependente.

Por exemplo num estudo de associação entre a deficiência de um macroelemento e a ocorrência de uma doença. O macroelemento é a variável independente e a doença (estado de saúde) a variável dependente. Se o impacto da doença no nível de produção está a ser estudado a doença é a variável independente e o efeito na produção variável dependente.

Em todos os estudos epidemiológicos animais doentes e animais sãos estão presentes. Pistas sobre a causa de uma doença são muitas vezes dadas pela distribuição da mesma .  A informação sobre que animais estão afectados, onde e quando a doença ocorre são frequentemente sugestivos da causa de doença. Subsequentemente torna-se necessário formalmente identificar alguns dos determinantes. Estes detalhes poderão ser obtidos contrastando grupos que têm alta frequência de doença com outros onde não existe a doença ou onde a doença tem uma baixa frequência.

Os determinantes de doença (factores de risco) estão  associados ao hospedeiro, ao ambiente (incluindo o agente) e ao tempo.
Os determinantes intrinsecos são as características físicas ou fisiológicas do hospedeiro ou do agente de doença (hospedeiro intermediário ou vector) geralmente determinado genéticamente. Ex: Carcinoma do olho e raças de bovinos sem pigmentação peri-ocular. Cavalos cinzentos e melanoma. Cachorros e parvovirose.
Determinantes Extrinsecos: São as características que estão associados de alguma forma ao ambiente (vector ou hospedeiro intermediário se presente).
 

Determinantes relacionados com o Hospedeiro

A maioria dos agentes é capaz de infectar um grande número de espécies de hospedeiros. Isto tem particular importância para a sobrevivência dos agentes e alguns hospedeiros podem funcionar como portadores ou reservatórios naturais do agente.
A susceptibilidade á infecção está relacionada com a capacidade do agente se estabelecer no hospedeiro. Alguns agentes têm maior especificidade do que outros. O virus da peste suina infecta suídeos. O virus da raiva infecta um grande número de espécies. A idade, sexo, estado fisiológico e o contacto prévio com o agente são factores importantes. A Brucella é incapaz de estabelecer-se até as fémeas atingirem a maturidade sexual. A ocorrência da doença depende do momento da exposição. O aborto ocorrre quando a fémea é exposta no início da gestação. E uma infecção predominantemente das fémeas. No caso de Campylobacter foetus (vibriose) ambos, macho e fémea só são susceptíveis quando atingem a maturidade sexual. Os machos não têm sinais. As fémeas podem abortar no fim da gestação ou mais frequentemente não há implantação do embrião. Os animais sob efeito de drogas imunosupressivas ou de doenças imunosupressivas (ex. Gumboro, FIV ou Trypanossoma brucei) são mais susceptíveis aos microorganismos que normalmente são incapazes de infectar os animais sãos. O contacto prévio com o agente pode resultar em resistência que impede o estabelecimento do agente no hospedeiro.

Raça idade e sexo  são os factores intrinsecos mais importantes. Em determinadas circunstancias outros factores como a espécie e estado fisiológico devem ser considerados .
A ocorrência de doença nos diferentes níveis destes factores é melhor descrito usando taxas de incidências  e de prevalência em vez de taxas de morbilidade proporcionais ou número de casos.

Idade: É provávelmente a variável mais importante do hospedeiro porque o risco de doença está mais proximamente relacionado com a idade do que com os outros factores. A idade deve ser sempre incluida quando se descreve a distribuição da doença. Em geral animais jovens são mais susceptíveis que adultos a um grande número de doenças mas por exemplo são mais resistentes as doenças transmitidas por carraças. Há no entanto muitos factores que podem afectar a forma como a doença  ocorre com a idade. É importante considerar se a distribuição é devida  á própria idade , aos efeitos correntes de exposição ambiental recente a animais de diferentes idades presentes, ou a diferentes exposições no passado de animais de diferentes idades presentemente. A maioria das medidas de produtividade estão também relacionadas com a idade e por isso ao se usarem para estudar efeitos de doenças  é necessário estabelecer  “standards” para efeitos comparativos.

Sexo:  Muitas das doenças associadas ao sexo do animal estão directamente ou indirectamente relacionadas com as diferenças anatómicas e fisiológicas  existentes.. As diferenças e importancia é evidente nas doenças reprodutivas. Também podem ocorrer diferenças relacionadas com o comportamento ou os métodos de maneio. Os seguintes exemplos podem ilustrar essas diferenças. As cadelas estão em maior risco de contrair diabetes mellitus de que os machos. Paresia pós-parto, mastite, metrite e tumor da mama nas fémeas. Abcessos nos gatos  como resultados de lutas. urolitiase em machos castrados, laminite em poneis castrados.

Raça : As diferenças entre raças no que respeita a risco de doençae nível de produtividade são comuns e o efeito da raça deve ser considerado e controlado quando se estudam os efeitos dos outros factores na ocorrência de doença ou na produtividade. A diferenças nas raças podem ser separadas em dois componentes: diferenças devido a factores genéticos e diferenças devido a factores fenotípicos. Em Africa Bos tauros são em geral mais susceptíveis às carraças que Bos indicus. Algumas raças de bovinos cavalos caprinos e ovinos são mais resistentes à tripanossomiase que outras. Bovinos com area peri-ocular despigmentada são mais susceptíveis a cancro da vista. Dentro da mesma raça também pode haver diferença entre famílias. Por isso se faz selecção. Exemplos classicos são as raças resistentes a doença de Marek nas galinhas ou de suinos resistentes a renite atrófica .

Estado Imunitário da população

A dessiminação ou presistência da doença depende não só da natureza do agente causal mas também no estado imunitário dos indivíduos e na estrutura e dinamica da população. A  imunidade pode ser inata ou adquirida.  A  imunidade inata é sobretudo de origem genética  e a imunidade adquirida é a resistência resultante de exposição (natural ou artificial) prévia ao agente quer esta resulte de contacto directo (imunidade activa) ou resistência  passada pela mãe (que contactou previamente com o agente). Esta resistência pode ser humoral (mediada por anticorpos) ou celular (mediada por celulas). A imunidade é relativa depende da natureza do agente, a dose e o ambiente do indivíduo. Pra efeitos didáticos pode considerar-se alta, moderada e baixa. Hospedeiros com baixa ou nenhuma imunidade são facilmente infectados, o roganismo pode multiplicar-se livremente e causar doença no indivíduo. Mas se o animal doente ,morre  ou a população é dessiminada o organismo pode morrer por falta de novo hospedeiro. Do ponto de vista de sobrevivência do agente é preferivel que ele se dessimine numa população moderadamente imune. A capacidade de grupos de animais de resistirem a serem infectados ou minimizarem o efeito da infecção é conhecido por imunidade da manada (rebanho, bando). Continua a ser um conceito relativo. Na população animal a distribuição da imunidade individual varia de muito susceptível a muito resistente. A frequência de contactos adequado entre os indivíduos da população  e o número de indivíduos susceptíveis joga um papel chave na imunidade da manada. O número de indivíduos susceptíveis é determinado pela dinâmica populacional i.e nascimentos, mortes adição de novos animais e refugos. A taxa de contacto é influenciado pelo maneio, instalações e comportamento dos animais. Se a taxa de contacto é baixa ou se há poucos animais susceptíveis a maioria dos agentes não se dessimina e até pode morrer. Ao contrário se a taxa de contacto é alta ou se há muitos animais susceptíveis na população a maioria dos agentes dessiminam-se. O desenvolvimento da doença vai depender da imunidade individual embora os factores populacionais possam influenciar a probabilidade de ocorrência. São exemplos comprovados destes fenómenos a relação raiva/densidade de raposas na Suíça e a relação parvovirose/densidade de cães na Suécia. Em Moçambique  a situação é semelhante e é conhecido que o número de casos de parvovirose aumenta significativamente em alguns períodos (Junho Julho) qundo há mais animais susceptíveis (época de nascimentos) e provávelmente porque as temperaturas são baixas.

Método de exposição ao agente. Alguns agentes têm especificidade grande para determinados tecidos (ex. virus da raiva perto dos nervos, mas pode ser ingerido). Alguns têm que ser ingeridos (ex. salmonella por via digestiva mas não pode ser estabelecida na pele). Campylobacter foetus só pode ser transmitido por contacto genital. Outros podem ser estabelecidos por qualquer das formas (ex. virus da peste suina).

Dose do agente recebida.Mesmo que o modo de exposição seja o adequado se não existir um número mínimo de partículas infectivas o agente pode não se estabelecer. Com Salmonella typhi 10 organismos são suficiente, por outro lado com Salmonella typhimurium são necessárioa 250000. O número necessário varia com a espécie animal (ex. são necessárias 200 vezes mais particulas de virus do que as necessárias no cão para que a infecção se estabeleça na doninha).

Concentração do hospedeiro. Quando os hospedeiros estão muito próximos a probabilidade da infecção se estabelecer num grupo de individuos é maior do que aquela que seria de esperar se os animais estivessem á distancia.

Forma de saída do agente do hospedeiro ou vector. O agente pode escapar de diferentes formas: fezes, leite, bocados pele necrosada, secreções genitais et. ou não como no caso de Babesia bovis que escapa quando um carraça se alimenta de sangue num animal infectado. Este modo de saída determina muitas vezes a taxa de infecção.
 

As relações entre infecção e doença são dinâmicas. O equilíbrio é estabelecido da interação entre os mecanismos de resistência do hospedeiro e infectividade e virulência do agente. Dos dois lados a tendência é conviver (a longo prazo). Os agentes de doença porêm têm intervalos de geração mais curtos que o dos hospedeiros e portanto evoluem mais rápidamente. Há muitos mecanismos pelos quais o agente pode evitar ou ultrapassar as defesas do hospedeiro. Os dois mecanismos cujas consequências têm importância particular no campo do controlo das doenças nos animais são o estado portador (carrier),  e a variação antigénica.

Variação antigénica.Alguns agentes infecciosos evadem os mecanismos de defesa dos hospedeiros alterando as suas características antigénicas quer ligeiramente quer profundamente. No primeiro caso o hospedeiro retem alguma imunidade mas no segundo não. São exemplos o tripanosoma e o virus da febre aftosa.
 

Determinantes relacionados com o ambiente.
Clima, solo , homem, fauna  e agente

O clima e o solo podem afectar quer o agente quer o hospedeiro (i.e a sua sobrevivência e a sua susceptibilidade) e as interacções entre ambos. Podem também afectar os hospedeiros intermediários ou os vectores e portanto determinar o tipo e a amplitude da transmissão.
O homem tem a capacidade para alterar o ambiente onde vive e onde mantém os animais. As características do agente são determinantes importantes na interacção com o hospedeiro e o ambiente.

Clima

Macroclima : calor, frio, chuva, vento, humidade etc. podem actuar como agentes etiológicos per si quer individualmente quer combinados. Podem causar doença em animais jovens e recem nascidos. Nos adultos a sua acção é mais indirecta (condições de stress) causando baixa de resistência a infecção e a doença. Eles também afectam o agente, hospedeiro intermediário ou vector. E possível prever quando os hospedeiros estão em maior risco ou quando o agente é mais susceptível as medidas de controlo. Este conhecimento tem sido usado com sucesso no controlo de doenças como helmintoses, doenças transmitidas por carraças, tripanosomiase, febre aftosa, deficiências minerais e nutricionais.

Microclima: pode em certa medida contrariar as espectativas e criar condições propícias para a sobrevivência do agente ou hospedeiro intermediário em condições macroclimáticas adversas ex. poço de agua ou pastagem irrigada em ambiente àrido. Estas areas premitem um contacto entre animais agentes ou vectores e portanto aumentam a probabilidade de transmissão da doença. Nestas condições helmintiases e tripanosomiase pode ocorrer na época do ano mais desfavorável quando o hospedeiro agente e vector estão concentrados nas fontes premanentes de agua. Isto também pode acontecer com outras doenças como peste bovina, febre aftosa.

Solo: afecta a vegetação e portanto a nutrição originando desiquilíbrios e aumentando a susceptibilidade do hospedeiro as doenças. O solo também pode afectar a sobrevivência de agentes como por exemplo os das doenças telúricas via Ph e estrutura  do mesmo (capacidade de retenção de agua).

Homem: altera fundamentalmente o microclima para favorecer a produção e produtividade. Infelizmente isto vem muitas vezes acompanhado por criação de condições favoráveis para a sobrevivência de alguns agentes ou do hospedeiros intermediários e detrimentais para outros. O homem pode alterar a importancia relativa das doenças presentes inclusivé introduzir novas. O homem é capaz de intreferir directamento no processo de doença através do uso de drogas vacinas controlo de movimento etc.

Fauna: Muitos animais são reservatórios de agentes infecciosos. O reservatório é uma espécie animal ou substância inanimada sem a qual o agente  não presiste. Os reservatórios garantem a presistência do agente no meio e os portadores a dessiminação dos mesmos. O portador (carrier) é um indivíduo infectado por um agente de doença, sem sinais dessa doença mas capaz de dessiminar esse agente, mas não é absolutamente necessário para a prepetuação do agente. São mais difíceis de detectar que os animais clinicamente doentes..Chama-se de  portador verdadeiro quando é capaz de dessiminar a doença sem apresentar quaisquer sinais clínicos (ex.salmonelose). Chama-se de portador incubatório quando é capaz de dessiminar o agente antes do aparecimento de sinais clínicos (ex.febre aftosa) e chama-se de portador convalescente quando é capaz de dessiminar o agente depois dos sinais de doença terem desaparecido (ex. Pleuropneumonia). As zoonoses são um exemplo  ilustrativo das formas complexas de como os agentes e animais se combinam para garantir a sobrevivência e a transmissão dos agentes infecciosos. Nas zoonoses directas  (brucelose, tuberculose, raiva) o agente prepetua-se numa só espécie de hospedeiro. As ciclozonoses necessitam de mais do que um hospedeiro vertebrado para sobreviver (teniases e equinococose hidatidose). Na metazonoses há aintervenção de um hopedeiro vertebrado e outro invertebrado (tripanosomiase, dirofilariose, babesiose e cowdriose). As saprozoonoses (os agentes da histoplasmose, cocidiose, crytococose, aspergilose, clostridios etc) necessitam de locais não animados usualmente solo e água para se desenvolverem/sobreviverem. No entanto são as infecções dentro da mesma espécie (febre aftosa, brucelose mastite, esgana, parvovirose, doença de newcastle) que maior efeito negativo têm na produtividade e na saúde dos animais de companhia. Nestas doenças embora exista um agente como causa próxima da mesma, a alimentação, o alojamento e o maneio são importants factores na ocorrência destas doenças.

Determinantes relacionados com o agente da doença.

Infectividade capacidade do agente da doença em estabelecer-se no Hospedeiro (ID50)

Virulência:capacidade de um agente infeccioso de causar doença num hospedeiro em termos de frequência e severidade. (LD50).

Patogenicidade: Particularidade de um agente de doença de conhecida virulência de produzir doença em um conjunto (variado) de hospedeiros num conjunto (variado) de condições ambientais.
Nota: Embora conceptualmente alguns autores preferem considerar uma categoria separada para o agente na triada hospedeiro-agente-ambiente, a preferência aqui é tratar do agente como componente do ambiente.

Conceito de causa

Causa é algo que produz um efeito ou resultado. Uma causa de doença poder ser um evento, condição ou característica que joga um papel essencial para produzir uma ocorrência da doença. O conhecimento da relação causa-efeito é a base de cada decisão terapeutica em Medicina.
Os postulados de Henle (1840) e de Kock (1884) vieram dar uma certa ordem e disciplina para o estudo das doenças infecciosas. O pressuposto básico era o de que uma doença tinha ó uma causa e que uma causa particular resultava numa doença específica:

Estes postulados não podiam ser aplicados a doenças com : Aparecem as regras de raciocínio indutivo (John Stuart Mill 1856)
  Seguem-se  os postulados de Evans (Conceito unificado de causa)
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