Em caso de suspeita contacte:
Chefe
dos Serviços Provinciais de Pecuária da sua Província
Departamento
de Sanidade Animal (DINAP)
Geral:
01 46 04 94, 01 460050 ou 460080
Fax:
01460479
O que é a A Influenza Aviária (IA) ou “Gripe das
Aves”
A Influenza Aviária (IA)
também conhecida por “Gripe das Aves” é uma doença infecciosa causada pelas
estirpes do tipo A do vírus da Influenza.
A infecção causa sinais
clínicos variados nas aves, que vão desde uma doença moderada até uma doença
altamente contagiosa e fatal. A última é conhecida por “Influenza aviária
Altamente Patogénica” . Esta forma é caracterizada frequentemente por ausência
de sinais clínicos, evolução rápida e mortalidade próxima de 100%. O período de
incubação da Influenza aviária é de 21 dias.
A doença moderada pode
confundir-se com laringotraqueite infecciosa e outras doenças respiratórias das
aves (anexo 1. Diagnóstico Diferencial)
Na sua forma mais virulenta há sintomas respiratórios graves com
conjuntivite e sinusite, cianose da crista, edema da cabeça, penas levantadas,
diarreia e sinais nervosos. Os ovos
postos depois do início da doença frequentemente não possuem casca.
Os patos selvagens
migratórios são os reservatórios naturais dos vírus e são os mais resistentes à
infecção, e o contacto directo ou indirecto com estas aves está relacionado com
a ocorrência de epidemias. Os mercados de aves também jogam um papel importante
na disseminação da infecção.
Para além de muito
contagiosa, o vírus da Influenza é facilmente transmitido de uma unidade de
produção para outra através de equipamento contaminado, veículos, alimentos,
caixas e roupas contaminadas. Os vírus podem sobreviver por muito tempo no
ambiente especialmente em temperaturas baixas.
O vírus da IA sofre
mutações constantes e por isso facilmente ilude as defesas do organismo ou
mesmo a protecção conferida pelas vacinas. As novas estirpes resultantes destas
mutações podem ser transmissíveis entre humanos durante um período considerável
e causar epidemias de grandes proporções.
A transmissão da infecção aos humanos
faz-se por exposição a animais
infectados e contacto com excrementos de aves (ou poeira/solo contaminado com
fezes) doentes ou em recuperação. As condições em que isto ocorre estão relacionadas
com a presença de pessoas vivendo em contacto próximo com aves e suínos. Os
suínos que são susceptíveis à infecção com as estirpes das aves e de mamíferos
funcionam como “panela de mistura” do material genético entre estirpes humanas
e aviária, resultando na emergência de novos subtipos. Os homens também podem
funcionar como panelas de mistura de alguns dos 15 subtipos que circulam na
população de aves. Dos subtipos existentes nas aves o H5N1 é de particular
preocupação o por várias razões. O H5N1 faz mutações rapidamente e tem a
tendência de adquirir genes de outros vírus que infectam outras espécies
animais. A sua habilidade de causar doença severa dos humanos já foi
documentada. As aves que sobrevivem excretam vírus por pelo menos 10 dias por via
oral e nos excrementos.
Até ao dia 26 de Janeiro
de 2004, foram infectados 10 países (Cambodja, Indonésia, Japão, Laos, Coreia
do Sul, Taiwan, Tailândia Vietname, China e Paquistão.). Nesta epidemia já
morreram pelo menos 6 pessoas na Tailândia
e outras 6 no Vietname. Milhões de aves morreram ou foram abatidas por
causa da doença. (Clique aqui
para conhecer a situação actual) . O foco de Influenza Aviária declarado na
Africa do Sul é da estirpe H5N2 que ainda não foi diagnosticada em humanos.
Neste contexto a Direcção
Nacional de Pecuária (DINAP) orienta todos os Serviços Provinciais de Pecuária
(SPP) para de imediato observarem os seguintes procedimentos e medidas
preventivas. (Ver também
métodos para o controlo da Influenza Aviária OIE)
1. Realizar visitas a unidades de produção de aves seleccionadas ao acaso e em
todas aquelas onde se registem mortes ou casos de doença com sinais do aparelho
respiratório ou nervoso ou qualquer dos sinais descritos nesta circular.
2. Nas visitas aos aviários tomar todas as medidas de precaução à entrada e
saída dos mesmos para evitar a contaminação, levando para o efeito equipamento
apropriado e desinfectantes, e procedendo à desinfecção à entrada e à saída do
aviário como medida suplementar mesmo
que existam por parte deste as medidas de bio segurança necessárias.
3. Nas unidades de produção de aves divulgar e esclarecer os proprietários e
trabalhadores sobre as características da Influenza aviaria e a obrigatoriedade
de reforçar e manter a bio segurança no aviário e de informar em caso de
ocorrência de sinais suspeitos de doença.
Em caso de sinais
suspeitos de Gripe das Aves é obrigatória a colheita de material para
diagnóstico.(anexo 2. 1. Colheita e transporte de material para diagnóstico de
IA)B. Prevenção. Com base no no 1 do Arto 22 Regulamento de Sanidade Animal e do Arto 2.1.14.4
do “OIE Terrestrial Animal Health
Code” passam a vigorar de imediato as seguintes disposições.
1. É proibida a
importação da ou trânsito pela Africa do Sul de aves domésticas e selvagens
vivas e carne fresca destas, pintos de 1 dia, ovos de incubação , produtos de
origem em aves para uso na alimentação animal ou para fins agrícolas ou
industriais, material patológico e produtos biológicos de aves não
processados. Entende-se por produtos biológicos de aves não processados os
seguintes:
A) Ovos para consumo;
A) Carne de aves, refrigerada ou congelada;
B) Miudezas de galinha;
C) Qualquer produto originário de aves não mencionado
anteriormente desde que não processado.
A
importação de outros países só poderá ser feita mediante a apresentação do
Certificado Veterinário Internacional emitido pela Autoridade Veterinária do
país exportador de acordo Arto 21 no 2 do Regulamento de
Sanidade Animal.
2.Em caso de suspeita de
GRIPE DAS AVES isolar a unidade de produção ou aviário e comunicar ao Chefe dos
Serviços Provinciais de Pecuária e ao Departamento de Sanidade Animal através
dos telefones 01 46 04 94, 01460050, 01460080.
3.Em caso de confirmação
: realizar a destruição imediata das aves afectadas e em contacto, seguido de
enterramento e descontaminação das instalações
(ver anexo 2. 2. Descontaminação das instalações) . Aplicar um vazio sanitário de
pelo menos 21 dias
Aos avicultores em geral
recomendam-se para observarem de imediato as seguintes medidas :
1. Aumentar a vigilância sobre os efectivos
de aves mandando para o laboratório todas as aves mortas com sinais suspeitos
de influenza isto é em casos de doença com sinais do aparelho respiratório ou
nervoso ou qualquer dos sinais descritos nesta circular. Em caso de sinais
suspeitos de IA é obrigatória a colheita de material para diagnóstico.(anexo 2.
1. Colheita e transporte de material para diagnóstico de IA) e contacto
imediato com a autoridade Veterinária.
2. Divulgar junto dos
associados avicultores e criadores de aves e
trabalhadores sobre as características da IA e a obrigatoriedade de
manter o isolamento e bio segurança do aviário e de informar em caso de
ocorrência de sinais suspeitos.
3. Impedir a entrada de
aves e pessoas estranhas ao aviário, cujo acesso está condicionado à existência
de condições para mudança de roupa e de calçado e para desinfecção. (anexo 2.
desinfectantes).
4. Pôr a funcionar à
entrada dos aviários lava-pés com solução desinfectante (anexo 2.
desinfectantes).
5. Em caso de suspeita de
IA isolar a unidade de produção ou aviário e comunicar ao Chefe dos Serviços
Provinciais de Pecuária e ao Departamento de Sanidade Animal através dos
telefones 01 46 04 94, 01 460050, 01 460080 .
6. Em caso de
confirmação: realizar a destruição imediata das aves afectadas e em contacto,
seguido de enterramento e
descontaminação das instalações (ver anexo 2. 2. Descontaminação das
instalações) . O repovoamento das instalações só poderá ser feito 21 dias depois da
eliminação dos animais ou do último caso e depois de ser ter feito a limpeza
mecânica e desinfecção (anexo 2. desinfectantes).
Referências
Animal Health Australia (2000).Operational Proceadures Manual.
Decontamination Australian Veterinary Emergency Plan (AUSVETPLAN), Edition
2,Animal Health Australia, Canberra, ACT.
Animal Health Australia (2002). Disease
Strategy: Highly Pathogenic Avian Influenza (Version 3.0). Australian
Veterinary Emergency Plan (AUSVETPLAN), Edition 3,Animal Health Australia,
Canberra, ACT.
Regulamento
de Sanidade Pecuária (2002) . Boletim da República I Série- Número 49 de 5 de
Dezembro de 2002.
World Health Organization (2004) Communicalble disease
Surveillance & Response- Avian influenza - fact sheet 15
January 2004.
World Organization for Animal Health (2003) Terrestrial Animal Health
code, Chapter 2.1.14, p 162.
A Influenza
aviária (IA) e a Doença
de Newcastle (DN) das aves e dos perus
com vários níveis de patogenicidade são indistinguíveis do ponto de
vista clínico e lesional de :
Ø Mycoplasmose×
ØPasteurelose
aviária ou cólera aviária×
Escherichia coli (celulite da cabeça)
Rinotraqueite dos perus
Intoxicação aguda;
Stress de calor;
A IA deve ser considerada uma
suspeita quando ocorrem mortes súbitas
de aves com depressão severa, perda de apetite, sinais nervosos,
diarreia aquosa, sinais respiratórios severos, e/ou quebra drástica de produção
de ovos com a produção de ovos anormais (sem casca) . A probabilidade de ser IA
aumenta quando há edema subcutâneo facial, com inchaço e cianose da crista e dos barbilhões, e hemorragias nas superfícies internas das membranas.Galinhas
jovens ou aquelas que morrem da forma
hiper aguda podem não mostrar quaisquer lesões.
Vírus da Influenza aviária (IA)

Influenza
Aviária quadro lesional

Cianose e edema da crista e barbilhões, corrimento
ocular e sinusite

Cianose da perna
Photos Copyright FAO 1997

lesões
no proventriculo
College of Veterinary Medicine
Oklahoma State University

Hemorragias na traqueia e no Intestino
Photos
Copyright FAO 1997
Anexo 2
1. Colheita e transporte de material para diagnóstico de
Influenza Aviária
1.1 Amostras necessárias.
As amostras devem ser obtidas de
animais vivos clinicamente afectados e de aves mortas recentemente.
Nos animais vivos: Zaragatoa da
cloaca e da traqueia, fezes e soro.
Nos animais mortos: Tecidos dos órgãos
digestivos (proventrículo, intestino ceco) e dos órgãos respiratórios (traqueia
e pulmões).
1.2 Transporte do material
Os tecidos frescos ou zaragatoa em meio de transporte têm que ser mantidas
em refrigeração (não congelar!) e enviadas em caixa isotérmica com elementos de
gelo (elementos de gelo ou mesmo gelo em saco plástico). O material deve ser
colocado em recipientes hermeticamente fechados e embalados de forma a que o
material e/ou os líquidos não saiam para fora da embalagem.
2. Descontaminação das
instalações
Descontaminação
significa limpeza e desinfecção do local infectado para remover todo o material
infeccioso.
O vírus da IA é
susceptível a vários desinfectantes e detergentes. Os melhores desinfectantes
são o hipoclorito de sódio (Agua de Javel),
e Virkon.
Antes da desinfecção
deve ser feita limpeza e aplicação de detergentes em todo o material
possivelmente contaminado em particular a matéria orgânica como as camas ,
equipamento usado na actividade normal do aviário, veículos. Particular atenção
tem que ser dada à cama que deve ser enterrada ou queimada depois de ser
aplicado desinfectante na sua superfície.
Desinfectantes recomendados e concentrações a serem
usadas
|
Hipoclorito de sódio NaOCl |
conc. liquido (10-12% cloro activo) |
1:5 |
2–3% Cloro activo (20,000 - 30,000 ppm) |
10–30 min |
Efectivo excepto na
presença de material orgânico. |
|
Agua de Javel |
3.5% |
1:1 |
(partes iguais em água) |
10-30 min |
Mesmo que em cima |
|
Virkon® |
Pó |
1:200 |
0.5% 1 colher de chá / 10 litros de água. |
10 min |
Excelente desinfectante Instalações |
|
Virkon® |
Pó |
1:100 |
1% 1 colher de Chá/5 litros de Agua |
1 semana |
Excelente desinfectante Lava- pés |